No final da década de 80,
surgiu um novo estilo de fazer samba. Diferente do tradicional, o pagode
romântico misturava coreografias fáceis de aprender, histórias de amor e mais
suingue.
A banda Raça Negra foi
o precursor dessa nova tendência trazendo a temática romântica e misturando
elementos de outros ritmos como baladas pops, sertanejo, rock e o próprio
samba. Além disso, o grupo introduziu instrumentos que não eram convencionais
como: baixo, guitarra, saxofone e bateria. O conjunto abriu o caminho e
preparou o mercado para os novos grupos que viriam.
Com o sucesso do Raça
Negra, os anos 90 se transformaram na década de ouro do pagode romântico.
Grupos como Katinguele, Exaltasamba, Só pra Contrariar, Soweto e Art Popular
emplacaram músicas que se tornaram clássicos do gênero e invadiram as rádios e
programas de televisão, levando multidões aos shows.
Nos anos 2000, com a
consolidação do modelo e a crescente comercialização, o gênero se desgastou e
abriu espaço para uma nova vertente. Alguns grupos clássicos se separaram ou foram
esquecidos, como o Molejo, Exaltasamba, após a saída do vocalista Chrigor, e
Soweto, com a saída do cantor Belo.
Hoje, 25 anos após seu
nascimento, o gênero se reinventou. Além da temática romântica, as letras
ganharam um apelo mais sensual, as apresentações voltaram a ser mais
descontraídas e têm mais interação com o público.
Para saber mais sobre o
universo do pagode romântico, fique ligado no nosso blog!
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